
Em 2010, Sylvester Stallone conseguiu com “Os Mercenários” resgatar um filme de ação bem ao estilo anos 80: heróis onipresentes, história rasteira e muito barulho. Para completar, reuniu vários astros do gênero, seja mais atuais, como Jason Statham e Jet Li, até de gerações passadas como Dolph Lundgreen e pontas de Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger.
Agora na continuação, a diversão consegue ser ampliada em todos os sentidos, graças à nostalgia proporcionada pelo “turbinado” elenco, que inclui Jean-Claude Van Damme e o mito Chuck Norris, além de Arnold e Willis agora indo para a quebradeira para valer.
A “história” (se é que interessa…) é a seguinte: o grupo de mercenários liderado por Barney Ross (Sylvester Stallone) recebe a missão de Church (Bruce Willis) de recuperar um misterioso artefato. Mas no meio do caminho, eles acabam se deparando com Vilain (Van Damme), o líder de uma gangue que quer colocar as mãos no objeto, que pode ter ligações com a produção de armas nucleares, e irá atrapalhar os planos deles.
Se o primeiro filme tinha um roteiro sofrível, o da continuação (escrito por Richard Wenk e o próprio Stallone) não fica muito atrás, com uma história cheia de clichês e que não passa de desculpa para a ação. Mas o grande diferencial deste e que o torna tão superior é o fato de ele em nenhum momento se levar a sério, se assumindo como um misto de homenagem e paródia dos muitos filmes estrelados pelos seus astros nas décadas anteriores. Se sustentando nesta áurea e preenchendo a trama de referências, a película consegue arrancar diversão de maneira natural.
Quem cresceu assistindo aos filmes da turma, certamente irá abrir o sorriso ao ver referências a “O Exterminador do Futuro”, “Rambo”, as citações dos bordões famosos de Arnold Schwarzenegger de quando vivia o robô T-800, além das muitas brincadeiras relacionadas às idades avançadas. O que se vê em cena é uma divertida reunião de amigos que, em meio a atuações canastronas e robóticas como de costume, param para rir dos passados de cada um. Destaque para a impagável participação do jurássico Chuck Norris, que dá as caras apenas para parodiarem o seu ar místico, endeusado e indestrutível, que tanto rendeu piadinhas pelo mundo. Até a piada pronta está lá, em um dos momentos mais hilários da projeção.
Nesse quesito, até mesmo Dolph Lundgreen (o eterno Ivan Drago de “Rocky IV”) ganha mais espaço ao abordarem o fato de o seu personagem ter mestrado em Engenharia Química pelo MIT, assim como o próprio. Não deixa de ser curioso ver que aquele grandalhão, que mais murmura do que fala, realmente tem essa escolaridade e tem um QI de 160, se equiparando a Stephen Hawking (sim, é verdade…). Sem falar que ver juntos Stallone, Willis, Schwarzenegger e Van Damme em ação é a realização de um sonho (mesmo que tardio) de toda uma geração. O embate final entre Sly e o acabado Van Damme poderia até ser melhor abordado, visto o potencial de ambos, mas não deve decepcionar os fãs.
Uma pena que o roteiro, sentindo a necessidade de inflar o filme de personagens, muitos perdem totalmente o sentido. O ex-lutador do UFC, Randy Couture, e Terry Crews (do seriado “Todo Mundo Odeia o Cris”) estão deslocados e Jet Li é rebaixado de protagonista para participação especial. A inclusão de Liam Hemsworth (irmão de Chris Hemsworth) é válida ao fazer um contraponto da juventude com todo o resto do grupo e confere alguma maturidade à trama. Mas por outro lado, a presença de Nan Yu em nada acrescenta, se justificando apenas pela necessidade de haver uma mulher na trama.
É importante ressaltar que a chegada de um diretor “de verdade” como Simon West (do bom “Con Air – A Rota da Fuga” e o fraco “Lara Croft: Tom Raider”), tirando de Stallone a responsabilidade de dividir funções, deu a “Os Mercenários 2” uma continuidade bem mais agradável e menos poluída. Sem falar que as cenas de ação estão bem mais eficientes e apelando menos para os chatos cortes rápidos. São muitos momentos de destaque, desde a sequencia inicial, com uma violência exagerada de maneira proposital a ponto de a cabeça de um bandido explodir apenas com socos, além de Jet Li podendo mostrar suas habilidades físicas. Mas os pontos altos são os combates envolvendo o personagem de Jason Statham, seja no duelo de facas com toda uma gangue ou na luta com o vilão vivido por Scott Adkins.
Se o primeiro “Os Mercenários” conseguiu apenas ser um filme de ação que lembrava aqueles de uma geração anterior, a continuação consegue com eficiência trazer de volta o espírito das obras com muita diversão. Quem cresceu assistindo a filmes como “Braddock”, “Comando Para Matar”, “Stallone Cobra”, “Duro de Matar”, “O Grande Dragão Branco”, entre outros, certamente terá uma agradável viagem ao passado.
Nota: 8,0
Espetacular !
CurtirCurtir
mto bom esse filme adorei!!!!!!!!
CurtirCurtir
espetacula!!!!!
CurtirCurtir
filme interessante, porem acho q o van damme vilao nao é o q os fas estao acostumados a ver… acho q o Dolph Lundgreen faria mais sentido como vilao!! mesmo nao gostando do papel do van damme acho q pelo menos tinha q ser um cara mais “durao” depois de uma lutinha bem meia boca o van damme é vencido de uma forma nada convencional!!! poderia ter rolado uma pancadaria e depois explodisse o predio com ele denttro e o stalone se salvasse! caras como eles nao devem aparecer morrendo!!! tem q sermpre ficar a incognita!!
CurtirCurtir